As duas obras apresentam semelhanças e difrenças. A nivel formal inserem-se no modo narrativo e no género épico. A Mensagem no modo lírico e no genero épico Lirico. A primeira é composta por dez cantos e a segunda por tres partes, Brasão, Mar Português, e Encoberto.
A nível de conteúdo podemos encontrar semelhanças uma vez que tanto Camões como Fernando Pessoa cantam os grandes Heróis que estiveram associados á formação e desenvolvimento do império português. Contudo, Camões vê por exemplo D.Afonso Henriques , D. Sebastião como heróis de carne e osso que foram capazes de utilizar a sua espada para a defesa e alargamento do território. Contudo, Pessoa vê-os como símbolos, como exemplos a seguir pelos português do seu tempo para que o país alcance de novo a glória.
Bem vindos caros vistantes! O meu nome é João Mamede tenho 17 anos e vivo em Beja, no baixo alentejo. Frequento a escola D.Manuel I, e criei este blog com o fim de ser o meu webfólio na disciplina de Português. Este webfólio servirá para eu expor o trabalho desenvolvido ao longo deste ano lectivo 2010/2011, que no final terá uma classificação. Espero que gostem.
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sábado, 2 de junho de 2012
Estrutura de Mensagem
O livro Mensagem é
uma obra épico-lírico publicada por Fernando Pessoa em 1934, constituída por 44
composições onde a evolução do Império Português é agrupada em três partes: nascimento,
realização e morte.
-No Brasão
estão os construtores do Império (nascimento)
-Em Mar
Português surge o sonho marítimo e a obra das descobertas
(realização)
- O Encoberto há a imagem de
um Império moribundo, com a fé de que a morte contenha em si o gérmen da
ressurreição (morte)
O Poema começa com expressão latina Benedictus Dominus Deus noster que dedit nobis signum ( "Bendito o Senhor Nosso Deus que nos deu o sinal" ), anunciando, de imediato, o sentido simbólico e messiânico que o percorre. Cada uma das partes do Poema de inicia com uma expressão em latim. Na primeira surge Bellum sine bello ( "Guerra sem guerra" ), significa que no inicio existia um espaço que tinha de ser conquistado pois fazia parte de um desígnio;
Na segunda parte ocorre Possessio maris (
"Posse do mar" ), a traduzir o domínio dos mares e a expansão; na
terceira parte há uma Pax in
excelis (" Paz nos céus" ), que marcará o Quinto Império.
O Poema termina com um Valete Frates ("
Felicidades, irmãos" ), acreditando no desígnio de um Reino de
Fraternidade.
A primeira parte - Brasão - começa pela localização de Portugal na Europa e em relação ao mundo, procurando atestar a sua grandiosidade e o valor simbólico do seu papel na civilização ocidental quando afirma " O rosto com que fita é Portugal! ". Depois define o mito como um nada capaz de gerar os impulsos necessários à construção da realidade: apresenta os portugueses como um povo heroico, construtor do império marítimo e faz a valorização dos predestinados que construíram o país.
A segunda parte - Mar Português - inicia-se com o poema Infante, onde o Poeta exprime a sua conceção da História, mostrando que o criador do sonho resulta de uma lógica que implica Deus como causa primeira, o homem como agente intermediário e a obra como efeito (" Deus quer, o homem sonha, a obra nasce").
A terceira parte - O Encoberto - encontra-se tripartida entre Os símbolos, Os avisos e Os tempos. Começa por manifestar a esperança e o "sonho português".
Os Deuses em Os Lusíadas
A intervençao dos Deuses ( na narrativa) assume um papel importante uma vez que torna o texto mais ligeiro alternando com os vários paloes que constituem a obra.
Propondo-se Camões cantar grandes feitos, pede a inspiração ás tagides e calíope. Por vezes, interrompe-se o plano da viagem, e surgem episodios omo o consílio dos deuses. Estas assembleias servem para se discutir da ajuda ou não á armada portuguesa. Baco por exemplo é contra e vénus é a favor.
A tomada da posição favorável, da maioria dos deuses aos portugueses realça a coragem, a ousadia a capacidade do ser humano em ultrapassar os seus próprios limites. Por isso os portugueses foram elevados á categoria de deuses recebendo como recompensa e prémio a " Ilha dos amores".
Propondo-se Camões cantar grandes feitos, pede a inspiração ás tagides e calíope. Por vezes, interrompe-se o plano da viagem, e surgem episodios omo o consílio dos deuses. Estas assembleias servem para se discutir da ajuda ou não á armada portuguesa. Baco por exemplo é contra e vénus é a favor.
A tomada da posição favorável, da maioria dos deuses aos portugueses realça a coragem, a ousadia a capacidade do ser humano em ultrapassar os seus próprios limites. Por isso os portugueses foram elevados á categoria de deuses recebendo como recompensa e prémio a " Ilha dos amores".
Reflexões do Poeta
Em Os Lusíadas,
o plano das reflexões do poeta são extramente importantes, uma vez que é
nele que estão expressos os conselhos e as críticas do sujeito poético
dirigidas aos Portugueses. Nessas reflexões, há louvores e queixas,
por um lado poeta realça o valor das honras e da glória alcançadas por
mérito próprio dos portugueses e, por outro, lamenta que muitos se arrastem pela ganancia do dinheiro, pela cobiça, ambição e tirania.
O poeta faz a apologia das letras e da cultura; exorta D. Sebastião a dar continuidade à obra grandiosa do povo português; confessa estar cansado de não ser reconhecido artisticamente, revela medo da fragilidade da condição humana, alertando para os perigos que a todo o momento espreitam e que o homem tem de enfrentar.
O poeta faz a apologia das letras e da cultura; exorta D. Sebastião a dar continuidade à obra grandiosa do povo português; confessa estar cansado de não ser reconhecido artisticamente, revela medo da fragilidade da condição humana, alertando para os perigos que a todo o momento espreitam e que o homem tem de enfrentar.
Os Lusíadas
A obra Os Lusíadas é um poema épico escrito por Luís de Camões,
publicado em 1572. A epopeia Os Lusíadas relata a viagem à Índia e, entrecortando-a com
episódos do passado e profecias do futuro, mostrando a história do povo
que teve a ousadia da aventura marítima. Lusíadas - significa 'Lusitanos', ou seja, são os
próprios lusos, com a sua alma e com a sua acção,.
Estrutura interna de Os Lusíadas
Proposição - onde o poeta refere os seus objetivos, onde expõe os
propósitos e as intenções (estrofes 1,2 e 3 do canto I);
Invocação - onde o poeta invoca as Tágides ou Ninfas do Tejo; onde o poeta faz um pedido de ajuda às entidades sobrenaturais (canto I estrofe 4 e 5, canto III, canto IV e X);
Dedicatória – onde o poeta dedica o poema ao rei D. Sebastião (estrofe 6 à18 do canto I, estrofe 146-156 do canto X);
Narração - desenvolvimento do assunto, já a meio da acção " in media res" (canto I, estrofe 19 e termina no canto X, estrofe 144).
Plano da viagem (plano central, canto I,II,IV,V,VI,VII,VIII): representa a acção central do poema. Camões sentiu necessidade de introduzir um segundo nível narrativo de modo a enriquecer a sua epopeia, que corria o risco de ser um diário de bordo. Ou seja, é a celebração de uma viagem.
Plano mitológico (plano encaixado, canto III,IV,VIII): o recurso aos deuses pagãos é uma forma de o poeta elevar os feitos dos Portugueses. Os deuses referem-se aos portugueses de forma elogiosa e o facto de os deuses terem como objectivo de disputa e intriga os Portugueses é também uma forma de celebrá-los.
Plano da História de Portugal (plano paralelo, canto I,II,VI,IX,X): Camões narra a história de Portugal até ao reinado de D. Manuel I. Decorrem duas narrativas, a primeira é de Vasco da Gama onde esta conta a historia ao rei de Melinde, e a segunda é de Paulo da Gama ao Catual.
Plano do poeta (plano ocasional, canto I, III,V,VI,VII,VIII,IX,X): no final de cada canto, o poeta interrompe a narrativa para apresentar as suas reflexões sobre assuntos diversos. Camões canta, na primeira pessoa.
Invocação - onde o poeta invoca as Tágides ou Ninfas do Tejo; onde o poeta faz um pedido de ajuda às entidades sobrenaturais (canto I estrofe 4 e 5, canto III, canto IV e X);
Dedicatória – onde o poeta dedica o poema ao rei D. Sebastião (estrofe 6 à18 do canto I, estrofe 146-156 do canto X);
Narração - desenvolvimento do assunto, já a meio da acção " in media res" (canto I, estrofe 19 e termina no canto X, estrofe 144).
Plano da viagem (plano central, canto I,II,IV,V,VI,VII,VIII): representa a acção central do poema. Camões sentiu necessidade de introduzir um segundo nível narrativo de modo a enriquecer a sua epopeia, que corria o risco de ser um diário de bordo. Ou seja, é a celebração de uma viagem.
Plano mitológico (plano encaixado, canto III,IV,VIII): o recurso aos deuses pagãos é uma forma de o poeta elevar os feitos dos Portugueses. Os deuses referem-se aos portugueses de forma elogiosa e o facto de os deuses terem como objectivo de disputa e intriga os Portugueses é também uma forma de celebrá-los.
Plano da História de Portugal (plano paralelo, canto I,II,VI,IX,X): Camões narra a história de Portugal até ao reinado de D. Manuel I. Decorrem duas narrativas, a primeira é de Vasco da Gama onde esta conta a historia ao rei de Melinde, e a segunda é de Paulo da Gama ao Catual.
Plano do poeta (plano ocasional, canto I, III,V,VI,VII,VIII,IX,X): no final de cada canto, o poeta interrompe a narrativa para apresentar as suas reflexões sobre assuntos diversos. Camões canta, na primeira pessoa.
Extrutura externa de Os Lusíadas
· A obra divide-se em dez partes, às quais se chama
cantos.
· Cada canto tem um número variável de estrofes (em
média de 110). O canto mais longo é o X, com 156 estrofes.
· As estrofes são oitavas, portanto constituídas por
oito versos. Cada verso é constituído por dez sílabas métricas; nas sua
maioria, os versos são heróicos (acentuados nas sextas e décimas sílabas).
· O esquema rimático é o mesmo em todas as estrofes da
obra, sendo portanto, rima cruzada nos seis primeiros versos e emparelhada nos
dois últimos (AB-AB-AB-CC).
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